Balance LA (parte 2) ou Muitas Cartas

Lá em Los Angeles, também, escrevi muitas cartas.
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Uma delas foi pro pai dos meninos, com quem ainda tenho essa relação ultra conturbada, principalmente porque ele não me perdoa de jeito nenhum por ter pedido a separação. A nossa relação ficou muito ruim e parece que o tempo separado quer apagar todas as coisas maneiras que rolaram nos nove anos que tivemos juntos.
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Eu compreendo que ter tomado a decisão e também ter feito isso de maneira tão incisiva e sem volta atrás, seguramente deixaria qualquer um chocado, magoado e tal. Mas, ele se envolveu tão intimamente com essa dor que hoje a mágoa e a raiva por mim, parece ser o que o mantem vivo. Não tem texto, não tem frase, não tem diálogo onde ele não queira e não tente me deslegitimar, me jogar a dor que ele sente pra cima de mim.
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Então o que eu pude fazer, pra ver se bloqueio mesmo essa onda e neutralizar um pouco melhor a passagem de tudo isso pelas crianças, eu fui pra Los Angeles incubida da missão de escrever uma carta pra ele.
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Escrevi uma carta que não mandei.
E não sei se vou mandar.
Mas, eu tive vontade imensa de publicar aqui nesse diário.
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Eu vou pensar ainda a respeito mas, por hora, vou juntar essa carta à outra que escrevi a mim mesma.
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Ou vão me dizer que não se lembram que tenho o hábito de escrever cartas pra mim?
hahahahah
Então, as cartas que escrevo pra mim desde 98 continuam na saga.
Olha, vai dar 20 anos de carta pra si mesma. Que genial!
Que genial registro de mim mesma, eu não perco a minha linha de evolução.
E admito que pra uma pessoa ansiosa como eu, fazer algo assim, é realmente genial.
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Então, ainda teve uma outra carta que escrevi com tudo que eu descobri sobre mim mesma e sobre a vida e de objetivos que tenho pros próximos anos. Uma carta lembrete pq pude, novamente, visualizar uma parte de mim que fica escondida quando tô envolvida nos perrengues da vida.
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E cara, é muito bom quando a gente contata a gente mesmo.
É muito bom quando a gente contata aquele cantinho da nossa alma que nos confere identidade, nos faz sentir em casa, nos faz rir espontaneamente, nos faz ter vontade de abraçar o mundo e nos permite nos sentirmos fortes. Fortes porque estamos tranquilos. Fortes porque não estamos fazendo força alguma.
É muito bom quando a gente pode e tem o privilégio de ter contato com essa parte da nossa alma, da nossa existência.
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E é muito importante a gente não perder o registro e a referência de quem a gente REALMENTE É e do que a gente REALMENTE PODE FAZER e tanto quando é importante a gente REALMENTE se lembrar e manter em foco, TODOS OS NOSSOS SONHOS E DESEJOS, por mais impossíveis que eles possam parecer.
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Então, eu anotei tudo tudinho e escrevi ainda uma outra carta pra mim.
Pra eu não esquecer.
E pra eu não temer, porque eu aprendi que eu não preciso do medo.

EU NÃO PRECISO DO MEDO PRA EXATAMENTE NADA.
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E assim seguimos.
Parece que o ano vem terminando, seguindo numa outra contagem do tempo.
E eu gosto da forma como está terminando.
Eu me sinto calma.
Tranquila pra fazer coisas que nunca fiz antes.
Estou caminhando por lugares não explorados.
E aí reside a graça da vida...
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No caminho, na jornada.


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