Me pergunto POR QUÊ?

Tem tempo que estou querendo escrever sobre as questões que tenho observado na vida sobre ser mulher, ser negra etc e tal. Agora, das últimas constatações que tenho feito, uma delas é sobre o quanto a gente acaba sendo colocada pra escanteio na hora de um relacionamento sério e assumido para a sociedade. Sim, de forma geral, existem diferenças na forma como uma negra e uma branca são "levadas ao altar".

Falei sobre isso no post anterior (aqui: Militâncias)... Sempre achei que as situações que vivo/vivi eram localizadas, que tinham a ver com a minha postura diante da vida, com minhas atitudes para com as pessoas, com as minhas origens e com questões absolutamente pessoais e familiares. E, de alguma forma, sempre achei que se eu me escondesse mais, vestisse roupas mais largas, menos chamativas e mais formais, as pessoas me respeitariam mais, os gringos não me veriam como  a mulata do carnaval, que esse esteriótipo estaria descolado de mim.

E assim sempre foi.
E assim sempre estive enganada.

Há um tempo estou escrevendo sobre a solidão da mulher negra, que tenho percebido em diversos relatos mas, é algo tão sutil que tá me dando um trabalhão terminar. Parece até que não basta ter o embasamento pessoal... é preciso juntar os relatos e histórias várias (a essa altura tenho 3) para corroborar a teoria.

Mas aí, hoje é 02 de junho. Estamos pertinho do dia dos namorados e desde ontem começamos a ver as novas TENTATIVAS PUBLICITÁRIAS sobre o tema. E, de cara, nessa manhã cinza carioca, me DEPARO com essa foto que abre o post. Bonito né? Tentaram falar do amor livre. Quem vê a propaganda no YouTube vê um pouco da pluralidade do amor, poliamor... SQN!!!!!!

Lendo nas linhas expressas, são todos magros, são todos brancos. Os negros que aparecem estão todos com loiras e, meus caros... a NEGRA beija um manequim. Isso mesmo.

Daqui pra frente, não tenho como tecer mais nenhum comentário.

PROPAGANDA GANG REPROVADA!
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